segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Pessoal, aí está a coletânea para que vocês possam fazer uma leitura prévia e terem mais tranquilidade e segurança na hora da prova.
Boa sorte e bom trabalho para todos.
Beijos!!!

Coletânea: A lei seca

Coletânea:

Texto 1

A nova lei de trânsito, em vigor desde 20 de junho, proíbe que as pessoas bebam e dirijam. A tolerância para o teor de álcool no organismo é tão baixa – 0,2 gramas por litro de sangue ou 0,1 miligrama por litro de ar expelido dos pulmões – que equivale, na prática, a uma lei seca para os motoristas. Flagrado acima do limite de 0,1 miligrama, o cidadão recebe uma multa de R$ 955 e perde o direito de guiar por um ano. Se o bafômetro chegar a 0,3 miligrama – ou o exame de sangue a 0,6 - , ele é detido, processado e pode pegar uma pena de seis meses a três anos de prisão.nunca se viu nada assim no Brasil. Repentinamente, beber e dirigir virou crime.

Texto 2

“Sou a favor da lei, já vi as barbaridades que os bêbados fazem ao volante, mas a polícia devia ser mais flexível”, diz Ronaldo Pimentel, comerciante paulistano de 27 anos que foi flagrado com 0,19 miligrama no bafômetro. Ronaldo tomou uma lata de cerveja às 7 horas da noite e foi parado pela polícia por volta de 1 hora da manhã. O policial que o testou percebeu que ele estava sóbrio e não recolheu sua carteira de habilitação, porém lavrou uma multa e o impediu de voltar para casa dirigindo.

Texto 3

“O combate à violência no trânsito tem de começar em algum ponto, e o ponto perfeito é impedir que alguém que bebeu dirija. É simples e necessário” Diz o antropólogo carioca Roberto DaMatta.

Texto 4

Ao contrário dos cidadãos europeus e americanos, submetidos há décadas à dura disciplina do bafômetro, os brasileiros estão acostumados a desfrutar do álcool sem abrir mão do automóvel.

Texto 5

Embora a lei seja necessária, ainda há divergências quanto a sua aplicação. Os sindicatos de bares e restaurantes se preparam para pedir na Justiça que a lei seja amenizada. A ordem dos Advogados do Brasil diz que vai ao Supremo Tribunal Federal pelo direito de as pessoas se recusarem a soprar o bafômetro.

Texto 6

“Aprendemos que a lei tem de ser dura, mas sozinha ela não funciona”, afirma José Ucles, porta-voz do Departamento de Trânsito dos EUA. “Tem de haver uma combinação de educação, divulgação e fiscalização”. Aqui no Brasil a fiscalização está só começando, e as campanhas de educação ainda não apareceram.

Fonte: Revista Época – 7 de julho de 2008

terça-feira, 10 de junho de 2008

Análise crítica de "Conto de escola" - Machado de Assis


O tema corrupção

“Conto de escola”, de Machado de Assis, narra o primeiro contato de um menino, Pilar, com a corrupção e a delação. Tudo começa quando Raimundo, o angustiado corruptor, filho do mestre, oferece uma moeda a Pilar, seu colega de classe, em troca de umas lições de sintaxe. Curvelo, o delator que era um pouco levado do diabo (MACHADO, 1997, p.105), os denuncia ao professor e ambos, Raimundo e Pilar, são violentamente castigados com doze bolos de palmatória cada.

Segundo Ivan Proença (1997, p. 23), “Conto de escola” não é de estilo propriamente machadiano, pois em seu conteúdo destaca-se a esperança. Isto é, existe a possibilidade de que, na inocência das crianças, o rumo ético e político da nação possa ser mudado, seria a representação da idéia de que as gerações seguintes poderiam vir a ser mais honestas e de bom caráter. Ainda conforme Proença (1997, p. 24), o autor demonstra tal posicionamento a partir do instante em que descreve o fato de o som de um tambor, juntamente da marcha militar, se tornar mais importante, aos olhos de Pilar, do que uma moeda de prata, cuido que doze vinténs ou dous tostões (MACHADO, 1997, p. 106). Dessa forma, Machado deu um final puramente lírico ao conto, fazendo com que a batida do tambor induzisse o herói a abandonar a idéia de vingança contra Curvelo e desistir de encontrar a moeda, representando assim a alegria e a inocência da criança.

Entretanto, discorda-se, neste trabalho, de tão inocente interpretação. Ora, por que então Machado iria se importar em caracterizar o tambor, no final da história, como o diabo do tambor (MACHADO, 1997, p. 110)? Crê-se que nesse termo se faz presente, mais uma vez, bem como nas demais obras da chamada segunda fase, o pessimismo e a ironia do autor. Pois, considerando-se que o conto foi narrado em primeira pessoa do singular, tratando-se, portanto, do relato feito pela personagem sobre suas lembranças em um determinado momento de sua vida. Pode-se afirmar que há a presença do arrependimento de Pilar por não ter pego a moedinha de prata, já que o narrador refere-se ao tambor fazendo uso da palavra diabo, como se o instrumento musical fosse o culpado pela distração da personagem, conseqüentemente da perda do lucro. Tem-se então o ponto de vista de um adulto que, caso a mesma situação se repetisse em dias atuais, provavelmente voltaria para pegar a moeda, o que reforça a idéia da perda da inocência a medida em que o ser humano aproxima-se da fase adulta. Logo, é descoberta, nessa situação, o pessimismo machadiano, em que há o desmoronamento de uma ilusão: a de que as crianças representam a possibilidade de um futuro melhor e mais justo para a humanidade.

O pessimismo irônico de Machado se faz notar fortemente no tema do conto que aborda a corrupção, e o que é pior, a corrupção na infância. Assim, o contista apresenta a idéia de que somos corruptos ou estamos pré-dispostos a tal ato desde criança. No texto, “Clientelismo e corrupção no Brasil contemporâneo”, trabalha-se a corrupção como um fato social, o qual está aliado à política do favor, base e fundamento do Estado brasileiro. Segundo Martins (1994, p. 20), é hábito do brasileiro (principalmente em questões políticas) instituir alianças por meio da política do favor que nada mais seria do que o ato de sentir-se na obrigação de ajudar alguém, não por solidariedade, mas por benefício próprio. Por exemplo, ajudo fulano hoje porque amanhã, talvez, quando precisar, fulano se sentirá na obrigação de me ajudar, retribuindo, assim, o favor anteriormente prestado.

Os mecanismos tradicionais do favor político sempre foram considerados legítimos na sociedade brasileira. Não só o favor dos ricos aos pobres, o que em princípio já era compreendido pela ética católica. Mas o favor como obrigação moral entre pessoas que não mantêm entre si vínculos contratuais ou, se os mantêm, são eles subsumidos pelos deveres envolvidos em relacionamentos que se baseiam antes de tudo na reciprocidade (MARTINS, 1994, p. 35).

Assim, pode-se afirmar que Pilar se sentiu na obrigação de ajudar Raimundo, por ser este seu amigo. Porém deve-se deixar claro que, conforme o próprio Pilar afirma, teria ajudado o filho do mestre de qualquer modo, sem que este precisasse lhe dar algo em troca. Tem-se, neste pensamento, a solidariedade e o senso de companheirismo, considerados pela sociedade, em geral, características de um bom caráter.

Se me tem pedido a cousa por favor, alcançá-la-ia do mesmo modo, como de outras vezes, mas parece que era a lembrança das outras vezes, o medo de achar a minha vontade frouxa ou cansada, e não aprender como queria (...), mas queria assegurar-lhe a eficácia, e daí recorreu à moeda que a mãe lhe dera e que ele guardava como relíquia ou brinquedo (MACHADO, 1997, p. 107).

A corrupção, presente nesse conto de Machado, é representada pelo ato de Raimundo em pagar seu amigo, Pilar, para que este lhe ensinasse, às escondidas, o conteúdo desejado, na implícita condição de que ambos assumissem, frente ao mestre e aos colegas, a melhora das notas do primeiro como sendo único e exclusivo mérito seu. O ciclo da corrupção se completa com o aceite da proposta por Pilar. Mas, então, surge a possível pergunta do leitor perante tal situação: seria Raimundo uma criança de má índole? O que o teria levado a tal ato?

O autor utiliza-se de um realismo sutil que permite ao leitor atento uma interpretação mais detalhada da situação. Ele fornece pistas ao longo da história que ajudam o leitor a formular hipóteses, as quais podem levá-lo a conclusões mais precisas. Por exemplo, no caso de Raimundo, poderia explicar-se a ação do filho do mestre baseando-se na idéia do medo que o mesmo sentia do pai. Medo de levar uma surra de palmatória frente a possíveis notas baixas e, conseqüentemente, medo da humilhação que sentiria perante a classe. Já que, conforme o próprio narrador afirma, Raimundo era uma criança fina, pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes. O mestre era mais severo com ele do que conosco (MACHADO, 1997, p. 104). Além do medo ao pai, existe a idéia da gratidão ao amigo. Martins (1994, p. 43) assevera que, na sociedade brasileira, tem-se o costume de dar presentinhos frente a um favor como forma de agradecimento. Portanto, não seria incorreto afirmar que Raimundo usou-se da moeda de prata não somente para garantir uma lição bem dada, conforme demonstrado na citação anterior: o medo de achar a minha vontade frouxa ou cansada, e não aprender como queria (...) (MACHADO, 1997, p. 107), mas também para demonstrar ao amigo consideração.

(...) é aparentemente insuportável para a população brasileira estabelecer relações sociais de qualquer natureza, políticas ou não, com base unicamente nos pressupostos racionais do contrato social e com base no pressuposto da igualdade e da reciprocidade como princípios que regulam e sustentam as relações sociais. Sem a mediação do “presentinho”, de alguma forma de retribuição extra-econômica, a relação fica ininteligível e cria um sentimento de ingratidão e culpa que torna a vida insuportável (MARTINS, 1994, p. 43).
Machado descreve assim, com pessimismo e humor irônico, bem como em suas obras de segunda fase, o ato da corrupção. Ele permite que se conclua que o ato corrupto, representado no conto, tenha sido uma conseqüência do medo de Raimundo por seu pai. Portanto, deixa claro que a culpa não pertence somente às crianças envolvidas, mas também ao professor. Machado mostra com isso que as ações individuais podem ser frutos de um convívio social, sendo que não se pode culpar apenas uma ou duas pessoas, mas grande parte delas, por determinadas situações.

domingo, 1 de junho de 2008

Concurso de Redação Lê Devolve

Olá, galerinha!
Como combinamos, aí está o link (
http://www.gosites.com.br/ledevolve/) para que vocês possam ler direitinho o regulamento do concurso e fazerem as inscrições. O tema é fácil e interessante. Pensem a respeito do assunto para que possamos trocar idéias depois. Para ajudar nas reflexões façam uma lista sobre as coisas mais importantes que precisamos para vivermos bem. Por exemplo:
- Diminuir as diferenças sociais;
- Ser mais solidário;
- Sorrir mais;
- Não poluir o meio ambiente;
- Amar verdadeiramente o próximo...
Bom, a lista pode ficar enorme, não é mesmo?!
Então, mãos à obra!
Até mais! Beijos!

sábado, 31 de maio de 2008

Leiam! É importante!

Pessoal, a nossa ortografia está passando por mudanças. Leiam atentamente o texto abaixo, reflita sobre o caso, discuta com os amigos e com a família. Esse assunto será tratado em sala e quero muito saber a opinião de cada um.
Beijos e boa leitura!

Acordo ortográfico

Parlamento português aprova acordo ortográfico
A implantação da reforma no Brasil era adiada devido à não-adesão de Portuga. Entre as novas regras, estão o fim do trema e do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" em palavras paroxítonas, como "idéia"O parlamento português aprovou ontem o acordo ortográfico da língua portuguesa já ratificado por Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
Em tese, mesmo sem a aprovação de Portugal, as novas normas já estariam em vigor no Brasil, porque para isso bastam as assinaturas de três países daCPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). A implantação da reforma ortográfica, porém, estava sendo adiada devido à não-adesão de Portugal. Agora, o país europeu estabeleceu um prazo de seis anos para a adaptação de livros e provas de concurso público, entre outros.
O acordo foi firmado em 1990. Em 1995, o Congresso brasileiro o aprovou. Agora, a implantação definitiva depende só de um decreto do presidente Lula, ainda sem data.O MEC (Ministério da Educação) informou, via assessoria de imprensa, que, na semana que vem, o ministro Fernando Haddad irá procurar o seu par no governo português para definir um cronograma conjunto. No Brasil, porém, o prazo de adaptação será mais curto.
Recentemente, oMEC determinou que, em 2010, os livros didáticos de escolas públicas játerão de estar adaptados. As editoras podem começar a mudança já no anoque vem. O ministério irá definir também um cronograma para a implantação das novas regras em outros suportes, como livros de literatura e dicionários.
Entre as novas regras, estão o fim do trema, do acento agudo nos ditongosabertos "ei" e "oi" em palavras paroxítonas, como "idéia" e "jibóia", e do acento diferencial para distinguir o verbo "pára" da preposição "para".Também deixarão de existir consoantes mudas ainda usadas em Portugal("óptimo").
A reforma causou polêmica em Portugal. Nesta semana, um abaixo-assinado contrário a ela obteve 33 mil adesões. Um dos motivos para que Portugal demorasse a aprovar o acordo, que é de1990, foi a pressão das editoras nacionais, que tinham medo de perder mercado para as brasileiras. Editoras brasileiras ouvidas pela Folha, porém, dizem que ainda há dificuldades para entrar nos mercados africano e português, como as diferenças de vocabulário e de currículo.
MEC treinará professor para a reforma ortográfica
Na opinião do presidente da ABL, mudança será boa para os 2 países. Professores afirmam que não deve haver dificuldades e prevêem um períodode três anos para adaptação às novas regras ortográficas.
Após ser informado de que o parlamento português havia aprovado o acordo ortográfico, o ministro Fernando Haddad (Educação) deu ordem para a Secretaria de Educação Básica, do próprio do ministério, estabelecer um cronograma para o treinamento dos professores da educação básica. O MEC estuda a elaboração de uma cartilha com o novo vocabulário. Na opinião do presidente da ABL (Academia Brasileira de Letras), CíceroSandroni, o acordo é bom para os dois países. "São 10 milhões de pessoasem Portugal e mais de 180 milhões no Brasil, e os livros portugueses não são bem-vindos no Brasil. Para eles, é um mercado enorme, e para nós também será ótimo", afirmou.
Para o ex-presidente da ABL, Marcos Vilaça, "a simplificação do emprego do idioma vai possibilitar o incremento das relações culturais". Professores ligados ao ensino fundamental e médio consultados pela Folha disseram acreditar que não haverá grandes dificuldades de adaptação à reforma ortográfica, já que ela não altera de forma profunda o português utilizado no Brasil."As mudanças não serão grandes e algumas já deveriam ter ocorrido anteriormente. O trema, por exemplo, praticamente nem se usa.
Além disso, os meios de comunicação estão divulgando bem e os professores acompanham", disse Carlos Ramiro, presidente do Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo).
José Eduardo Botelho de Sena, professor da escola Internacional de Alphaville, em Barueri (Grande SP), também acredita que as mudanças serão recebidas com facilidade."Não é um acordo que vai mudar a língua portuguesa, apenas a representação gráfica", afirmou. "Tenho uma preocupação do efeito que pode ter com vestibulandos, porque pode surgir um temor em torno da adaptação. Mas um aluno do primeiro ano do ensino médio que aprenda agora, ao final dos três anos, vai estar absolutamente tranqüilo."O professor afirmou que um prazo adequado para a adaptação das escolas é de até três anos. O período é o mesmo considerado por Maria Paula ParisiLauria, assessora de língua portuguesa da escola Nossa Senhora das Graças(Gracinha), de São Paulo.
A escola, segundo Lauria, ainda não definiu quando vai começar a aplicaras alterações nem como ela será feita. A proposta é reunir todos os professores especialistas na área e os do ensino fundamental que trabalham com português para debater as mudanças.
"Acho que vamos conviver por um tempo com a antiga grafia e as novas regras. Acredito que vamos para a mudança efetiva a partir do momento em que os impressos [como livros e jornais] forem aparecendo com os novos acentos."
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1705200827.htm

domingo, 25 de maio de 2008

Instruções para a prova do dia 27/05/08

Olá, pessoal!
A nossa prova está próxima! Vocês deverão produzir um conto fantástico. Lembrem-se de tudo que foi trabalhado sobre o conto, especialmente as características do conto fantástico. Logo abaixo, vocês têm mais dicas sobre tal gênero, não deixe de ler o material.
Agora, vejam um pequeno trecho de um texto de J.J.Veiga que nos serve como exemplo para avaliarmos as características do conto fantástico:

Muros muros Muro
Sem tio Baltazar a companhia deixou de existir para nós. meu pai continuava trabalhando lá, mas nem eu nem mamãe esperávamos que fosse por muito tempo. Logo nos primeiros dias do golpe, muita gente ligada a tio Baltazar foi demitida em duas ou três penadas, e não havia motivo para meu pai ser poupado. Com certeza a demora era porque os novos chefes estavam futucando a ficha dele para ver se rendia algum castigo a mais, demissão só podia ser pouco para o cunhado do chefe antigo. Os dias de meu pai estavam contados, só ele não via.
[...]
De repente os muros, esses muros, Da noite para o dia eles brotaram assim, retos, curvos, quebrados, descendo , subindo, dividindo as ruas ao meio conforme o traçado, separando amigos, tapando vistas, escurecendo, abafando. Até hoje não sabemos se eles foram construídos aí mesmo nos lugares ou trazidos de longe já prontos e fincados aí. no princípio quebrávamos a cabeça para achar o caminho de uma rua à rua seguinte, e pensávamos que não íamos nos acostumar, hoje podemos transitar por toda parte até de olhos fechados, como se os muros não existissem.
com tanto muro para encarar quando estávamos parados e rodear quando tínhamos de andar, a vida estava ficando cada dia mais difícil para todos, mas aqui em casa até que ainda não podíamos nos queixar. Além de não ser dispensado, meu pai ainda foi promovido a fiscal não sei de que, e parecia tão feliz como nos primeiros tempos da Companhia.
(J.J.Veiga. Sombras de reis barbudos.17.ed.rio de Janeiro; Bertrand Brasil,1989, p.25 e 27)
Ao fazer a sua prova verifique se seu conto apresenta características essenciais dos contos em geral: se é uma narrativa ficcional curta; se apresenta poucas personagens, poucas ações e tempo e espaço reduzidos; se o enredo está estruturado em apresentação, complicação e desfecho (ou subvertendo intencionalmente essa estrutura) Além disso, verifique se ele introduz acontecimentos estranhos ou sobrenaturais, que põem em xeque a divisão entre o lógico e o absurdo ou entre o real e o ficcional, e se a linguagem está de acordo com o perfil do narrador e das personagens.